O mundo agora está azul,
incrivelmente azul.
Dele se emanam brilho, luz e cor.
Minha lente procura pelo ângulo ideal.
Preciso ser ágil e frágil,
quase imperceptível,
ao capturar este momento.
A respiração suspensa,
o olhar bonito para ver o belo,
antes que o mundo altere a imagem,
as nuvens e a hora
cubram esta porção de sol,
o céu mude de cor,
as cores se escondam na noite,
e o azul anil se vista de breu.
Ah! Como eu gostaria de ser
delicada
(como esses giros constantes
da terra ao redor de si mesma),
mas não sou.
Apenas percebo as delicadezas
gravitando e orbitando
no meu universo.